O mercado brasileiro de galpões logísticos enfrenta um desequilíbrio entre a oferta e a demanda, com a escassez de ativos de alto padrão limitando o crescimento do setor. Atualmente, apenas 18% do estoque nacional é composto por galpões Classe A, enquanto a taxa de vacância atingiu o patamar histórico de 6,6% no primeiro trimestre de 2026. Esse cenário é impulsionado pela expansão contínua do e-commerce e pela migração de empresas para instalações mais modernas, movimento conhecido como 'flight to quality', que responde por 40% das novas locações. Embora o Sudeste mantenha a liderança, a necessidade por infraestrutura logística de qualidade se espalha por todas as regiões, com o Centro-Oeste apresentando índices de vacância particularmente baixos. A falta de novos projetos de alto padrão surge como um desafio crítico para sustentar a eficiência operacional das gigantes do varejo digital no país.
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