O desempenho das exportações brasileiras em 2025 evidenciou um desequilíbrio estrutural na balança comercial. Embora o segmento de alta tecnologia tenha registrado um crescimento de 7,7%, alcançando US$ 9,1 bilhões, sua participação no total exportado permanece limitada a 2,7%. Em contrapartida, a pauta continua dominada por produtos de baixa intensidade tecnológica, que representam 37,5% do volume total. Esse cenário contribuiu para que a indústria de transformação atingisse um déficit comercial recorde de US$ 71,3 bilhões no período. A dinâmica comercial também apresentou variações geográficas significativas: enquanto as vendas para a China subiram 19,4%, impulsionadas pelo setor de alimentos, as exportações para os Estados Unidos recuaram 4,2%. Já o mercado argentino registrou alta de 31,4%, sustentado pelo desempenho do setor automotivo.
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