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Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,82 bi em maio

O superávit comercial de maio atingiu US$ 7,82 bilhões, superando expectativas com alta nas exportações impulsionada por preços médios mais elevados.

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Foto: InfoMoney
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03/06 às 15:34 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O superávit de US$ 7,823 bilhões superou a mediana das projeções do mercado, que estimava US$ 7,5 bilhões.
  • As exportações somaram US$ 31,904 bilhões, alta de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025.
  • A alta nos preços médios dos produtos compensou a queda de 4,3% no volume exportado.
  • O setor de Indústria de Transformação e o agropecuário foram destaques, com crescimento nas vendas externas.
  • No acumulado do ano, o saldo positivo atinge US$ 32,662 bilhões, um avanço de 34,2% em relação ao ano anterior.
  • A participação dos EUA nas exportações caiu para 9,7%, enquanto a da China subiu para 32,9%, impactada por tarifas de 25% do governo Trump.
  • O governo projeta um superávit de US$ 72,1 bilhões para 2026, enquanto o mercado financeiro estima US$ 76,2 bilhões.

A balança comercial brasileira encerrou maio com um superávit de US$ 7,823 bilhões, resultado que superou as expectativas do mercado financeiro e representou um crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi sustentado por exportações de US$ 31,904 bilhões, impulsionadas principalmente por uma valorização nos preços médios dos produtos exportados, que compensou uma retração de 4,3% no volume físico embarcado. O setor de Indústria de Transformação e o segmento agropecuário foram os principais motores dessa alta, enquanto as importações totalizaram US$ 24,081 bilhões, um incremento de 5,3% no ano. O saldo acumulado em 2026 já soma US$ 32,662 bilhões, consolidando uma trajetória de alta de 34,2% frente ao ano anterior.

O cenário bilateral com os Estados Unidos permanece sob pressão, com a participação americana nas exportações brasileiras recuando para 9,7%. O déficit comercial com o país é reflexo direto da política comercial do governo Trump, que mantém tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, forçando o governo a monitorar novas ameaças tarifárias e buscar a diversificação de mercados. Em contrapartida, a China consolidou sua posição como principal parceiro, elevando sua participação nas exportações brasileiras para 32,9%.

Para o fechamento de 2026, as projeções seguem otimistas, embora variem conforme a fonte. O governo federal estima um superávit total de US$ 72,1 bilhões, enquanto o mercado financeiro projeta um resultado mais robusto, na casa dos US$ 76,2 bilhões. A dinâmica futura dependerá da capacidade do Brasil em equilibrar a demanda chinesa com os desafios impostos pelo protecionismo americano, mantendo a competitividade de seus produtos de maior valor agregado.

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