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Balança comercial registra superávit de US$ 9,8 bilhões em junho

O superávit comercial brasileiro atingiu US$ 42,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, levando o governo a elevar a projeção anual para US$ 90 bilhões.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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03/07 às 16:15 · atualizado há 17min

Pontos principais

  • O superávit de junho de 2026 foi de US$ 9,8 bilhões, alta de 66,6% frente ao mesmo mês de 2025.
  • No acumulado do primeiro semestre, o saldo positivo atingiu US$ 42,357 bilhões, um crescimento de 40,3%.
  • O governo federal revisou a meta de superávit para o ano de 2026 de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.
  • A corrente de comércio atingiu o recorde histórico de US$ 62,8 bilhões em um único mês em junho.
  • As exportações do primeiro semestre somaram US$ 184,773 bilhões, com destaque para a indústria extrativa.
  • As importações cresceram 5,1% no semestre, totalizando US$ 142,415 bilhões.
  • O resultado de junho ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava um saldo de US$ 10,6 bilhões.

A balança comercial brasileira apresentou um desempenho robusto no primeiro semestre de 2026, consolidando um superávit de US$ 42,357 bilhões. O número representa uma expansão de 40,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações em setores estratégicos como a indústria extrativa, que registrou alta de 24,2%, além da agropecuária e da indústria de transformação. O volume total de exportações no semestre alcançou US$ 184,773 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 142,415 bilhões, refletindo uma dinâmica comercial aquecida.

Diante dos resultados positivos observados até junho, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou para cima a projeção oficial para o fechamento de 2026. A estimativa de superávit saltou de US$ 72,1 bilhões, prevista em abril, para US$ 90 bilhões. Esta nova meta reflete uma expectativa de continuidade no fluxo comercial, com a corrente de comércio projetada para atingir US$ 698,8 bilhões ao final do ano, o que representaria um crescimento de 11,2% em relação a 2025.

Embora o saldo de junho tenha atingido a marca expressiva de US$ 9,8 bilhões — impulsionado por um recorde histórico na corrente de comércio mensal de US$ 62,8 bilhões —, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado financeiro, que aguardava um superávit de US$ 10,6 bilhões. Apesar da frustração pontual com as estimativas, o cenário macroeconômico permanece favorável, com a indústria de transformação mantendo-se como o principal motor tanto das vendas externas quanto das compras internacionais, sinalizando uma balança comercial resiliente frente às oscilações globais.

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