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Governo eleva projeção de superávit comercial para US$ 90 bilhões em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços revisou a meta de superávit comercial para 2026, impulsionado pelo desempenho das exportações.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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03/07 às 16:15 · atualizado 21:01

Pontos principais

  • O governo federal elevou a projeção de superávit comercial para 2026 de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.
  • O superávit acumulado no primeiro semestre de 2026 atingiu US$ 42,357 bilhões, alta de 40,3% frente a 2025.
  • Em junho, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 9,758 bilhões, com exportações recordes de US$ 36,3 bilhões.
  • As exportações para os EUA cresceram 3,7% em junho, primeira alta desde a imposição de sobretaxas pelo governo Trump em 2025.
  • A China consolidou-se como principal parceiro comercial, com exportações brasileiras crescendo 21,9% no primeiro semestre.
  • As exportações para a Argentina registraram queda de 18,1% em junho devido à menor demanda local.
  • O setor de indústria extrativa liderou o desempenho das exportações, com alta de 24,2% no primeiro semestre.
  • A corrente de comércio atingiu o recorde histórico de US$ 62,8 bilhões em um único mês durante junho.
  • A nova estimativa para o ano prevê exportações totais de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revisou significativamente para cima a projeção do superávit da balança comercial brasileira para 2026, elevando a estimativa de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. O ajuste reflete o desempenho robusto das exportações nacionais ao longo do primeiro semestre, período em que o país acumulou um saldo positivo de US$ 42,357 bilhões, um crescimento de 40,3% em comparação ao mesmo intervalo de 2025. O resultado de junho, que somou US$ 9,758 bilhões, consolidou a tendência de alta, impulsionada principalmente pelos setores de indústria extrativa, transformação e agropecuária.

O cenário comercial brasileiro apresenta dinâmicas distintas por parceiro. As exportações para a China mantiveram forte ritmo de expansão, com um superávit bilateral de US$ 19,7 bilhões no semestre. Em contrapartida, o comércio com os Estados Unidos começou a mostrar sinais de recuperação em junho, registrando alta de 3,7% nas exportações brasileiras. Este é o primeiro avanço desde que o governo de Donald Trump impôs sobretaxas de 50% sobre produtos brasileiros em julho de 2025, medida que ainda pressiona o volume embarcado, apesar da elevação nos preços dos bens exportados. Enquanto isso, a Argentina apresentou um recuo de 18,1% nas compras de produtos brasileiros no mês de junho, refletindo a menor demanda interna do país vizinho.

O desempenho das exportações de petróleo bruto foi um dos pilares do resultado positivo, apresentando um crescimento de quase 80% em junho, mesmo diante da incidência de impostos de exportação. A indústria de transformação também se destacou, sendo o principal componente tanto na pauta exportadora quanto na importadora. Embora o resultado de junho tenha ficado ligeiramente abaixo da mediana das expectativas do mercado financeiro, que projetava um saldo de US$ 10,6 bilhões, o volume total da corrente de comércio atingiu um recorde histórico de US$ 62,8 bilhões no mês.

Com a nova projeção de US$ 90 bilhões para o fechamento de 2026, o governo federal sinaliza confiança na resiliência da balança comercial brasileira frente aos desafios geopolíticos e às barreiras tarifárias vigentes. A estimativa atual representa um crescimento de 32,3% em relação ao saldo registrado em 2025, sustentada por uma corrente de comércio anual esperada de US$ 698,8 bilhões. O monitoramento desses fluxos permanece central para a avaliação da saúde das contas externas do país e para a manutenção da estabilidade macroeconômica ao longo do segundo semestre.

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