O faturamento da indústria de transformação brasileira, apesar de um crescimento de 3,8% em março de 2026, registrou uma queda acumulada de 4,8% no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2025. Essa retração é atribuída principalmente à demanda enfraquecida e à elevação da taxa de juros iniciada no final de 2024 e mantida ao longo de 2025, encarecendo o crédito e reduzindo consumo e investimentos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destaca que a política monetária restritiva e a perda de força da demanda interna são os principais fatores que freiam o setor, fazendo com que a indústria opere abaixo do seu potencial produtivo.
Os impactos se estenderam a outros indicadores do setor. O emprego industrial recuou 0,3% em março, marcando a quinta queda em sete meses, e 0,7% no primeiro trimestre de 2026. Embora as horas trabalhadas na produção tenham subido 1,4% em março, o acumulado do trimestre mostra uma queda de 1,5%. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também reflete essa ociosidade, mesmo com um aumento para 77,8% em março, permanecendo abaixo dos níveis do ano anterior. A massa salarial e o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria também perderam força em março, mas ainda se mantêm acima dos níveis do ano passado.
Times Brasil • 8 mai, 12:00
Agência Brasil - EBC • 8 mai, 10:04
InfoMoney • 8 mai, 10:00
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