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Liquidação do Banco Master não gera risco sistêmico ao mercado

O Banco Central liquidou o Banco Master após falhas de liquidez e suspeitas de fraude, mas garante que o impacto no sistema financeiro foi contido.

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Foto: Times Brasil
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25/05 às 21:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial em novembro de 2025 devido a falhas na gestão de liquidez e governança.
  • Investigações da Polícia Federal, na Operação Compliance Zero, apontam suspeitas de fraude em R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos ao BRB.
  • O Fundo Garantidor de Créditos pagou R$ 37,7 bilhões a clientes, com 65% dos recursos migrando para bancos de grande porte (S1 e S2).
  • O Banco Master representava apenas 0,1% dos ativos do sistema, sendo considerado sem risco sistêmico pelo regulador.

A liquidação extrajudicial do conglomerado Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, foi motivada por graves falhas na gestão de liquidez e problemas de governança. O processo ganhou contornos criminais com a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraude envolvendo R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos ao BRB, resultando na prisão do ex-presidente da instituição, Paulo Henrique da Costa. Antes da intervenção, o banco tentou, sem sucesso, captar novos recursos e apresentou propostas de investidores que não foram validadas pelo regulador.

Apesar da gravidade das irregularidades, o Banco Central reforçou que o caso não gerou riscos sistêmicos, visto que o grupo detinha apenas 0,1% dos ativos do sistema bancário brasileiro. Entre janeiro e fevereiro de 2026, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) realizou o pagamento de R$ 37,7 bilhões aos clientes. Dados do regulador indicam que cerca de 65% desse montante foi realocado em bancos de grande porte (S1 e S2), refletindo uma busca por segurança, enquanto 55,1% do total foi reinvestido em títulos emitidos por instituições financeiras, mantendo o setor sólido e com níveis confortáveis de capitalização.

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