O FGC pagou R$ 37,2 bilhões a 84% dos credores do conglomerado Master, incluindo o Will Bank, e agora processa pagamentos do Banco Pleno, elevando o déficit total para R$ 51,8 bilhões.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já efetuou o pagamento de R$ 37,2 bilhões em garantias, cobrindo 92% do montante total a ser pago aos credores do conglomerado Master, incluindo o Will Bank. Aproximadamente 653 mil credores, o equivalente a 84% do total, já receberam os valores devidos. O processo de pagamento para credores pessoas físicas do Banco Master, Banco Master de Investimentos e Letsbank é realizado via aplicativo do FGC. No caso do Will Bank, o FGC iniciou a antecipação de pagamentos para clientes diretos com valores de até R$ 1 mil, totalizando R$ 53 milhões pagos a 380 mil credores. Clientes do Will Bank com valores acima de R$ 1.000 ou que adquiriram produtos via plataformas de distribuição devem usar o aplicativo do FGC para solicitar a garantia. A antecipação para o Will Bank ocorre pela plataforma do próprio banco, incluindo estornos de depósitos em moeda eletrônica.
Paralelamente, o Banco Central do Brasil anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., agravando a situação financeira do FGC. A decisão, motivada pela piora na liquidez, comprometimento da situação econômico-financeira e descumprimento de normas regulatórias, adiciona R$ 4,9 bilhões ao déficit do FGC. Com isso, o custo total estimado para cobrir clientes e investidores lesados das liquidações do Banco Master (R$ 40,6 bilhões), Will Bank (R$ 6,3 bilhões) e Banco Pleno atinge R$ 51,8 bilhões. O FGC estima que cerca de 160 mil credores do Banco Pleno serão beneficiados.
A liquidação do Banco Pleno eleva para oito o número de instituições financeiras ligadas ao grupo do Banco Master que foram liquidadas pelo Banco Central. Desde novembro de 2025, o BC tem desmontado o conglomerado de Daniel Vorcaro devido a insolvência e suspeitas de fraude. As liquidações anteriores incluíram Banco Master S/A, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank, a corretora do grupo, CBSF DTVM e Will Bank. O Banco Pleno, que já foi conhecido como Voiter, integrou o conglomerado financeiro do Banco Master até meados de 2025 e herdou R$ 6 bilhões em CDBs do Master, mas não conseguiu captar recursos ou vender ativos suficientes para honrar os compromissos. O Banco Master é alvo da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos e suspeitas de fraudes que podem totalizar R$ 17 bilhões.
Diante do crescente déficit, um plano de recomposição do FGC está em discussão. Ele prevê o adiantamento de sete anos de contribuições bancárias e um aumento extraordinário de 30% a 60% nas contribuições mensais dos bancos. Além disso, os bancos propõem redirecionar recursos de compulsórios para o FGC, aguardando aprovação do Banco Central. A garantia do FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com um teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Para receber, os investidores devem utilizar o aplicativo do FGC (para pessoas físicas) ou o site (para pessoas jurídicas), realizar cadastro, biometria e assinar digitalmente a solicitação, com o pagamento efetuado em até 48h úteis após a conclusão do processo.
A liquidação extrajudicial também implica a indisponibilidade dos bens dos controladores e administradores do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora, com o Banco Central apurando responsabilidades. O FGC, por sua vez, atua como um seguro para depósitos e investimentos, garantindo a proteção dos recursos em caso de crise bancária, e alerta os investidores contra golpes, reforçando que não cobra taxas, não antecipa valores e não utiliza intermediários ou aplicativos de mensagens para contato. O processo de pagamento das garantias será iniciado após a conclusão do levantamento dos dados dos credores.
InfoMoney • 18 fev, 14:43
G1 Política • 18 fev, 13:43
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