O Banco Central do Brasil concluiu, por meio de seu Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo trimestre de 2026, que a liquidação extrajudicial do conglomerado Master não gerou riscos sistêmicos ao mercado financeiro nacional. A medida, que abrange o banco e suas empresas coligadas, foi acompanhada de comunicados da autoridade monetária visando tranquilizar investidores sobre a solidez do sistema. Segundo o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, o banco possuía uma participação reduzida, representando apenas 0,57% do ativo total do sistema. A estabilidade foi preservada graças ao funcionamento eficiente dos mecanismos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegurou a proteção dos depositantes e permitiu a migração segura de recursos para instituições de maior porte, sem causar contágio nas taxas de instrumentos garantidos.
Galípolo ressaltou que o BC mantém uma postura rigorosa na supervisão do mercado, tendo liquidado outras 12 instituições desde o início de 2025 para assegurar a solidez do setor. O caso ganhou repercussão após a prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, em novembro de 2025, por suspeitas de fraude na emissão de títulos de crédito. Apesar da resiliência demonstrada, o Banco Central mantém cautela com o cenário macroeconômico, monitorando de perto o aumento da inadimplência das famílias e a pressão sobre a renda observada ao longo de 2026, reafirmando que o Sistema Financeiro Nacional permanece robusto diante de eventos de liquidação de instituições de menor porte.
Folha de São Paulo - Mercado • 25 mai, 10:33
Times Brasil • 25 mai, 09:11
UOL - Economia • 25 mai, 09:39
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