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Banco Central descarta risco sistêmico após liquidação do Master

O Banco Central confirmou que a liquidação do Banco Master e suas coligadas não afetou a estabilidade do sistema financeiro, assegurando a proteção de investidores.

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25/05 às 08:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Banco Central classificou o Master como instituição de pequeno porte, representando 0,57% do ativo total do sistema.
  • O Relatório de Estabilidade Financeira do 2º trimestre de 2026 confirmou que a liquidação não gerou efeitos sistêmicos.
  • Mecanismos do FGC funcionaram conforme o esperado, garantindo a proteção de depositantes e a absorção de choques.
  • A medida de liquidação extrajudicial abrangeu o banco e todas as instituições integrantes do conglomerado financeiro.
  • O presidente do BC, Gabriel Galípolo, informou que 12 instituições foram liquidadas desde 2025 como parte da atuação rigorosa do órgão.
  • Daniel Vorcaro, dono do banco, foi preso em novembro de 2025 sob suspeita de venda de títulos de crédito falsos.
  • O Banco Central mantém cautela devido ao aumento da inadimplência das famílias e pressão sobre a renda em 2026.

O Banco Central do Brasil concluiu, por meio de seu Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo trimestre de 2026, que a liquidação extrajudicial do conglomerado Master não gerou riscos sistêmicos ao mercado financeiro nacional. A medida, que abrange o banco e suas empresas coligadas, foi acompanhada de comunicados da autoridade monetária visando tranquilizar investidores sobre a solidez do sistema. Segundo o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, o banco possuía uma participação reduzida, representando apenas 0,57% do ativo total do sistema. A estabilidade foi preservada graças ao funcionamento eficiente dos mecanismos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegurou a proteção dos depositantes e permitiu a migração segura de recursos para instituições de maior porte, sem causar contágio nas taxas de instrumentos garantidos.

Galípolo ressaltou que o BC mantém uma postura rigorosa na supervisão do mercado, tendo liquidado outras 12 instituições desde o início de 2025 para assegurar a solidez do setor. O caso ganhou repercussão após a prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, em novembro de 2025, por suspeitas de fraude na emissão de títulos de crédito. Apesar da resiliência demonstrada, o Banco Central mantém cautela com o cenário macroeconômico, monitorando de perto o aumento da inadimplência das famílias e a pressão sobre a renda observada ao longo de 2026, reafirmando que o Sistema Financeiro Nacional permanece robusto diante de eventos de liquidação de instituições de menor porte.

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