O Banco Master possuía apenas R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação, enquanto deveria ter bilhões, e o BRB deverá provisionar R$ 5 bilhões por créditos inexistentes. Investigações de fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
Em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, afirmou que o Banco Master detinha apenas R$ 4 milhões em caixa antes de sua liquidação extrajudicial em novembro. A declaração, tornada pública pelo ministro Dias Toffoli do STF, evidencia a grave crise de liquidez da instituição, que, apesar de R$ 80 bilhões em títulos de crédito, não possuía os bilhões esperados para bancos de médio porte, como R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões em títulos livres para negociação. As investigações sobre as fraudes no Banco Master, que podem somar R$ 17 bilhões, tramitam no STF devido à citação de um deputado federal com foro privilegiado, e a Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025, apura a concessão de créditos falsos e a tentativa de compra do Master pelo BRB.
Além da crise de liquidez, o BC identificou que a carteira de crédito do Master adquirida pelo BRB era composta por "créditos inexistentes". Aquino revelou que o BRB deverá provisionar mais de R$ 5 bilhões em seu balanço, sendo R$ 2,6 bilhões de créditos falsos da empresa Tirreno e R$ 2,2 bilhões de outros ativos de má qualidade do Master. A liquidação extrajudicial do Banco Master e da Will Financeira (Will Bank), que também enfrentou problemas de liquidez, foi decretada pelo BC devido a esses problemas e descumprimento de acordos.
Agência Brasil - EBC • 30 jan, 15:42
InfoMoney • 30 jan, 16:15
G1 Política • 30 jan, 11:05