MP-SP processa Nutratta após morte de centenas de cavalos por ração
Ministério Público pede R$ 10 milhões de indenização à Nutratta por contaminação tóxica em rações que causou a morte de mais de 200 equídeos.
Pontos principais
- Ação civil pública solicita o bloqueio de bens e a suspensão das atividades da Nutratta.
- Investigações apontam o uso de resíduos de soja contaminados com a toxina monocrotalina.
- Laudos técnicos detectaram níveis de toxinas até 2.600 vezes superiores ao limite seguro.
- Mais de 200 mortes de cavalos foram registradas em diversos estados brasileiros.
- Autoridades investigam possíveis riscos à cadeia alimentar humana por falhas no controle de produção.
O Ministério Público de São Paulo ajuizou uma ação civil pública contra a fabricante de ração Nutratta, exigindo uma indenização de R$ 10 milhões devido à morte de centenas de equídeos em todo o país. A empresa é acusada de utilizar resíduos de soja contaminados com a substância monocrotalina, um agente tóxico que provoca danos hepáticos e neurológicos irreversíveis. Laudos periciais indicaram que a concentração da toxina nos produtos superava em até 2.600 vezes os limites estabelecidos pelas normas sanitárias. Além da reparação financeira, o órgão pede o bloqueio imediato dos bens da companhia e a paralisação de suas atividades. O caso levanta preocupações sobre a segurança da linha de produção da empresa, com autoridades apurando se a contaminação pode ter impactado outros setores da cadeia alimentar humana devido à falta de controle sanitário adequado.
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