O Ministério Público de Minas Gerais e o Estado ajuizaram Ação Civil Pública contra a Vale, solicitando a paralisação de atividades no Complexo Minerário de Fábrica e o bloqueio de R$ 846,6 milhões após extravasamento de água e sedimentos.
O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) e o Estado de Minas Gerais ajuizaram uma Ação Civil Pública contra a Vale, demandando a paralisação preventiva das atividades no Complexo Minerário de Fábrica, localizado em Ouro Preto. A medida ocorre após um extravasamento de água e sedimentos de um reservatório em 25 de janeiro, que resultou em danos a propriedades e cursos d'água. A ação também solicita o bloqueio cautelar de R$ 846,6 milhões da mineradora para cobrir potenciais danos materiais e morais decorrentes do incidente.
Apurações técnicas preliminares indicam falhas no sistema de drenagem e manejo hídrico como a causa do desastre. A Vale, por sua vez, informou ao mercado sobre três medidas judiciais relacionadas a extravasamentos em Fábrica e Viga, totalizando bloqueios superiores a R$ 2 bilhões. A empresa esclarece que os eventos não estão ligados às barragens e afirma estar cooperando plenamente com as autoridades para investigar as causas e mitigar os impactos.