A São Martinho apresentou os resultados do 4T26 da safra 2025/26 em um cenário marcado pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio. A valorização do petróleo, reflexo direto dos conflitos na região, impulsionou o preço dos combustíveis fósseis, tornando o etanol uma alternativa mais competitiva no mercado interno brasileiro. Em resposta, a empresa ajustou seu mix de produção para priorizar o biocombustível, buscando mitigar os impactos da volatilidade nos preços do açúcar, que sofre com a pressão de uma oferta global elevada. Apesar do movimento estratégico, a companhia enfrentou desafios operacionais significativos, com o aumento dos custos do diesel pressionando suas margens. Além disso, a falta de proteção cambial e de preço (hedge) para a safra 2026/27 coloca a São Martinho em uma posição de maior exposição às incertezas do mercado internacional de commodities nos próximos meses.
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