Brent sobe 7,9% e fecha a US$90,74 com retomada dos ataques ao Irã
Estoques americanos caíram 7,2 milhões de barris na semana e o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz ficou quase parado.
Pontos principais
- Os futuros do Brent fecharam em alta de US$6,65, ou 7,91%, a US$90,74 o barril, em 29 de julho
- O West Texas Intermediate ganhou US$5,20, ou 6,56%, a US$84,46 o barril
- A alta reverteu a maior queda em três dias desde 2020, quando os preços recuaram à faixa dos US$80 após Trump suspender a campanha de bombardeios no fim de semana
- Dados da Administração de Informação de Energia dos EUA mostraram queda de 7,2 milhões de barris nos estoques de petróleo na semana anterior, a maior desde meados de junho
- Apenas alguns navios de carga passaram pelo Estreito de Ormuz durante a semana; cinco navios cruzaram o Bab el-Mandeb na quarta-feira, contra 39 na terça
- O Irã rejeitou como “irracional” uma proposta de Omã, apoiada por países do Golfo, de gestão regional conjunta do Estreito de Ormuz, e disse ter atirado contra três petroleiros
- Os EUA sancionaram duas empresas iranianas envolvidas na cobrança de embarcações pela passagem no Estreito de Ormuz
- O Brent oscilou entre cerca de US$72 e US$102 o barril ao longo de julho; cerca de 20% da oferta global de petróleo normalmente passa por Ormuz
A volatilidade de julho fica clara na amplitude: o Brent oscilou entre cerca de US$72 e US$102 o barril no mês. A alta de 29 de julho reverteu a maior queda em três dias desde 2020, que havia levado os preços à faixa dos US$80 e poucos depois de Trump suspender a campanha de bombardeios no fim de semana.
Do lado físico, dois fatores se somaram. Os estoques americanos de petróleo caíram 7,2 milhões de barris na semana anterior, a maior queda desde meados de junho, e a navegação encolheu: poucos navios de carga cruzaram o Estreito de Ormuz na semana, e a passagem pelo Bab el-Mandeb caiu de 39 navios na terça para cinco na quarta. O Irã disse ter atirado contra três petroleiros que tentavam a travessia e rejeitou como “irracional” a proposta de Omã, apoiada por países do Golfo, de gestão regional conjunta de Ormuz — por onde normalmente passa cerca de 20% da oferta global de petróleo. Os EUA sancionaram duas empresas iranianas que cobravam embarcações pela passagem, e incêndios atingiram dois navios de GNL no porto de Damietta, no Egito.
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