Nome do hantavírus não tem origem no hebraico, aponta checagem
Boatos nas redes sociais sobre a etimologia do hantavírus são falsos; o nome homenageia o rio Hantan, na Coreia do Sul.
Pontos principais
- Publicações falsas alegavam que 'hanta' significaria 'mentira' ou 'fraude' em hebraico.
- O nome do patógeno foi definido pelo médico Ho Wang Lee em referência ao rio Hantan, onde foi identificado em 1976.
- Especialistas confirmaram que o termo não existe na língua hebraica e a confusão pode ter origem em uma gíria árabe mal interpretada.
- O hantavírus é uma doença transmitida por roedores silvestres e não possui qualquer ligação com teorias conspiratórias.
Uma checagem realizada pelo portal g1 desmentiu alegações que circulavam nas redes sociais sobre a origem do nome 'hantavírus'. As publicações sugeriam, de forma equivocada, que o termo teria raízes no hebraico e conotações negativas. Na realidade, a nomenclatura é uma homenagem ao rio Hantan, na Coreia do Sul, local onde o vírus foi isolado pela primeira vez em 1976 pelo médico Ho Wang Lee. Especialistas em linguística esclareceram que a palavra não existe no hebraico, sugerindo que a desinformação pode ter surgido de uma transliteração incorreta de uma gíria árabe. A disseminação desse tipo de conteúdo falso reforça a necessidade de cautela ao compartilhar interpretações linguísticas sem base científica, especialmente quando utilizadas para criar teorias conspiratórias sobre doenças transmitidas por roedores silvestres.
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