A disparidade no custo de vida entre diferentes estratos sociais no Brasil ficou evidente em abril, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Enquanto as famílias de renda muito baixa enfrentaram uma inflação de 0,92%, o grupo de renda alta registrou uma variação de apenas 0,24%. Essa diferença expressiva, que coloca a inflação dos mais pobres em um patamar quase quatro vezes superior, reflete o peso desproporcional de itens essenciais no orçamento doméstico.
O avanço dos preços foi impulsionado majoritariamente por categorias fundamentais como alimentos, medicamentos e energia elétrica. Como esses itens compõem uma parcela maior da cesta de consumo das famílias de menor renda, qualquer oscilação nesses setores impacta diretamente o poder de compra desse grupo. A análise do Ipea destaca a vulnerabilidade econômica dessas famílias diante de pressões inflacionárias concentradas em bens de primeira necessidade.
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