Inflação para famílias de renda muito baixa é o dobro da dos mais ricos
Dados do Ipea mostram que a inflação para os mais pobres atingiu 0,83% em maio, pressionada principalmente pelo aumento no preço dos alimentos.
Pontos principais
- A inflação para famílias de renda muito baixa foi de 0,83% em maio.
- O índice registrado para a camada mais pobre foi o dobro do observado entre as famílias de renda mais alta.
- A alta nos preços dos alimentos consumidos no domicílio foi o principal motor da inflação para esse grupo.
- O custo da energia elétrica também exerceu pressão significativa sobre o orçamento das famílias de baixa renda.
- O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou dados que revelam um cenário de desigualdade inflacionária no Brasil durante o mês de maio. Enquanto as famílias de renda muito baixa enfrentaram uma inflação de 0,83%, o índice para os estratos de renda mais alta foi significativamente menor, representando metade do impacto sentido pelos mais pobres. Esse descompasso é atribuído, em grande medida, à composição da cesta de consumo dessas famílias, que é fortemente impactada pela volatilidade dos preços de alimentos básicos e pelas tarifas de energia elétrica. A alta nesses itens essenciais compromete diretamente o poder de compra das camadas mais vulneráveis da população, que destinam uma parcela maior de seus rendimentos para a subsistência. O monitoramento do Ipea destaca como a inflação não atinge todos os grupos sociais de maneira uniforme, evidenciando desafios persistentes na economia doméstica brasileira.
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