A inflação superou as expectativas no Brasil e nos EUA em março de 2026, impulsionada por combustíveis, enquanto a confiança do consumidor americano atingiu mínima recorde em abril devido à guerra no Oriente Médio.
A inflação acelerou tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos em março de 2026, superando as expectativas e gerando preocupações econômicas. No Brasil, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou 0,88%, acima dos 0,7% previstos e um aumento de 0,18 ponto percentual em relação a fevereiro. Os grupos Transportes (1,64%) e Alimentação e bebidas (1,56%) foram os principais responsáveis por essa elevação, contribuindo com 76% do IPCA do mês. Nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,9% no mês, o maior salto desde junho de 2022, e a inflação anual atingiu 3,3%, marcando o maior aumento mensal em quase quatro anos. Paralelamente, os indicadores de inflação são cruciais para o mercado financeiro e as decisões de investidores em ambos os países.
Os combustíveis foram um fator significativo para a alta da inflação em ambas as economias. No Brasil, a gasolina subiu 4,59%, sendo o fator mais relevante para os transportes com impacto de 0,23 p.p. na inflação, e o óleo diesel registrou um aumento de 13,90%. Nos EUA, a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou os preços globais do petróleo em mais de 30%, impactando diretamente o custo da gasolina, que ultrapassou US$4 por galão. Além disso, o repasse das tarifas de importação também contribuiu para o aumento da inflação americana. No Brasil, os alimentos tiveram uma alta de 1,56%, com itens como tomate (20,31%), cebola (17,25%), batata-inglesa (12,17%) e leite longa vida (11,74%) contribuindo para a elevação. Em resposta à escalada dos preços, o governo federal brasileiro anunciou um pacote de R$ 30,5 bilhões para tentar conter a alta dos combustíveis.
A guerra no Oriente Médio é apontada como um fator de pressão global, não só elevando as cotações do petróleo, mas também diminuindo significativamente as chances de um corte na taxa de juros este ano pelo banco central dos EUA. A confiança do consumidor dos Estados Unidos, medida pela Universidade de Michigan, atingiu uma mínima recorde de 47,6 em abril, abaixo da expectativa de 52,0, com a maioria das respostas coletadas antes de um acordo de cessar-fogo. Consumidores culpam o conflito com o Irã pelas mudanças desfavoráveis na economia, e as expectativas de inflação para o próximo ano subiram de 3,8% para 4,8%, e para os próximos cinco anos, de 3,2% para 3,4%. Apesar do choque externo, os núcleos da inflação nos EUA, que excluem energia e alimentos, vieram abaixo do esperado (0,2%) e desaceleraram na margem, especialmente nos serviços. No Brasil, a inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 4,14%, permanecendo dentro da meta contínua do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com limite de 4,5%. Todos os nove grupos de produtos e serviços do IPCA apresentaram elevações em março, e o INPC também subiu para 0,91% no mês, acumulando 3,77% nos últimos 12 meses.
InfoMoney • 10 abr, 11:47
Folha de São Paulo - Mercado • 10 abr, 10:17
Agência Brasil - EBC • 10 abr, 09:48
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