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Novo sistema do CNJ acelera bloqueio judicial de contas bancárias

Projeto-piloto do Sisbajud permite retenção contínua de valores em contas de devedores por até um ano, visando maior eficiência na recuperação de dívidas.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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20/05 às 08:31

Pontos principais

  • O novo sistema reduz o tempo de execução de ordens judiciais para até duas horas.
  • Bloqueios podem ser mantidos por até um ano, alcançando novos depósitos na conta.
  • Cinco instituições participam da fase inicial: Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Nubank e XP.
  • A legislação preserva a proteção de salários e poupanças de até 40 salários mínimos.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) implementou um projeto-piloto no sistema Sisbajud que altera significativamente a dinâmica de cobranças judiciais no Brasil. A nova funcionalidade permite que o bloqueio de ativos financeiros ocorra em até duas horas após a ordem judicial, com a possibilidade de manter a retenção de valores de forma contínua por um período de até um ano. Essa medida visa impedir a ocultação de patrimônio e aumentar a eficácia na recuperação de créditos em processos judiciais. Embora a tecnologia agilize o processo, o CNJ ressalta que as proteções legais permanecem vigentes, garantindo a impenhorabilidade de verbas como salários, aposentadorias e poupanças limitadas a 40 salários mínimos. Caso ocorram bloqueios indevidos sobre esses valores, a recomendação é que o devedor busque orientação jurídica imediata para solicitar o desbloqueio.

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