Novo sistema do CNJ acelera bloqueio judicial de contas bancárias
Projeto-piloto do Sisbajud permite retenção contínua de valores em contas de devedores por até um ano, visando maior eficiência na recuperação de dívidas.
Pontos principais
- O novo sistema reduz o tempo de execução de ordens judiciais para até duas horas.
- Bloqueios podem ser mantidos por até um ano, alcançando novos depósitos na conta.
- Cinco instituições participam da fase inicial: Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Nubank e XP.
- A legislação preserva a proteção de salários e poupanças de até 40 salários mínimos.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) implementou um projeto-piloto no sistema Sisbajud que altera significativamente a dinâmica de cobranças judiciais no Brasil. A nova funcionalidade permite que o bloqueio de ativos financeiros ocorra em até duas horas após a ordem judicial, com a possibilidade de manter a retenção de valores de forma contínua por um período de até um ano. Essa medida visa impedir a ocultação de patrimônio e aumentar a eficácia na recuperação de créditos em processos judiciais. Embora a tecnologia agilize o processo, o CNJ ressalta que as proteções legais permanecem vigentes, garantindo a impenhorabilidade de verbas como salários, aposentadorias e poupanças limitadas a 40 salários mínimos. Caso ocorram bloqueios indevidos sobre esses valores, a recomendação é que o devedor busque orientação jurídica imediata para solicitar o desbloqueio.
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