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Moraes cobra agilidade do governo na extradição de Carla Zambelli

O ministro Alexandre de Moraes determinou providências para a extradição da ex-deputada, detida em Roma, após pareceres favoráveis da justiça italiana sobre suas condenações.

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Foto: G1 Política
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20/05 às 12:31 · atualizado 15:34

Pontos principais

  • Carla Zambelli está detida no presídio de Rebibbia, em Roma, aguardando a decisão final do Ministério da Justiça da Itália.
  • A ex-deputada acumula condenações que somam mais de 15 anos de prisão por crimes como invasão de sistemas do CNJ, falsidade ideológica e porte ilegal de arma.
  • O STF enviou em novembro de 2024 as garantias sobre as condições carcerárias exigidas pela Justiça italiana.
  • A Corte de Apelação da Itália emitiu pareceres favoráveis ao prosseguimento do processo de extradição.
  • A defesa de Zambelli mantém recursos ativos na Itália, alegando perseguição política no Brasil para tentar reverter a decisão.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotem medidas imediatas para efetivar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A parlamentar, que se encontra detida no presídio de Rebibbia, em Roma, foi condenada pelo STF a penas que, somadas, ultrapassam 15 anos de reclusão, incluindo crimes de invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), falsidade ideológica e porte ilegal de arma. O tribunal brasileiro já havia encaminhado, em novembro do ano passado, as garantias formais sobre as condições do sistema prisional nacional, atendendo às exigências impostas pela Corte italiana.

Embora a Corte de Apelação da Itália tenha dado parecer favorável à extradição, o desfecho final do caso ainda depende de uma decisão administrativa do ministro da Justiça da Itália após o esgotamento dos recursos judiciais. Paralelamente, a defesa de Zambelli mantém recursos ativos no sistema judiciário local, sustentando o argumento de que a ex-deputada sofre perseguição política no Brasil. O governo brasileiro agora coordena a logística diplomática para concluir a transferência da condenada, visando o cumprimento das sentenças impostas pelo STF após o trânsito em julgado dos processos.

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