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Especialistas apontam fragilidade em pedido de Flávio Bolsonaro ao TSE

A defesa do senador e o PL questionam pesquisa AtlasIntel, mas especialistas veem fragilidade nos argumentos contra a metodologia do instituto.

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Foto: InfoMoney
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19/05 às 23:32

Pontos principais

  • A pré-campanha de Flávio Bolsonaro e o PL solicitaram ao TSE a suspensão da pesquisa AtlasIntel.
  • O levantamento aponta queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto do senador contra Lula.
  • O partido alega indução negativa devido a perguntas sobre o Banco Master e um áudio controverso.
  • O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, defendeu a imparcialidade da metodologia utilizada.
  • Especialistas em direito eleitoral classificaram a fundamentação jurídica do pedido como frágil.

A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro e o PL acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir a divulgação da pesquisa AtlasIntel, que indica uma queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto do parlamentar em um eventual segundo turno contra o presidente Lula. O pedido de suspensão baseia-se em contestações sobre a metodologia e a validade técnica do levantamento. O partido alega que o questionário utilizou técnicas de indução negativa, citando especificamente a inclusão de perguntas sobre o Banco Master e a exibição de um áudio sem comprovação de autenticidade. Em resposta, Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, rebateu as acusações, afirmando que a metodologia é imparcial e que o áudio mencionado foi exibido apenas após a conclusão das perguntas eleitorais. Além da suspensão, a legenda solicita acesso aos microdados e a aplicação de multa ao instituto. No entanto, especialistas em direito eleitoral ouvidos pela imprensa apontam que os argumentos apresentados pela defesa são frágeis e carecem de sustentação robusta para justificar a interrupção da publicação dos dados. O caso tramita na corte eleitoral, que deverá avaliar se a fundamentação é suficiente para interferir na circulação do estudo, estabelecendo um precedente importante sobre o controle de pesquisas no cenário político atual.

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