Plenário do TSE decide sobre suspensão de pesquisa Atlas
O plenário do TSE avalia nesta terça-feira a manutenção da liminar que barrou pesquisa sobre Flávio Bolsonaro, em meio a divergências internas na corte.
Pontos principais
- O ministro Kassio Nunes Marques suspendeu a divulgação do levantamento Atlas/Bloomberg após pedido do PL.
- O partido alega que o questionário induzia o entrevistado ao associar o senador a escândalos financeiros.
- A AtlasIntel defende a robustez técnica e a legalidade do levantamento realizado.
- O plenário do TSE julga nesta terça-feira (9) se mantém a restrição imposta à pesquisa.
- Ministros do TSE divergem sobre a decisão, questionando a ausência de laudo técnico que comprove a alegada manipulação.
- O resultado da votação servirá como termômetro para medir o apoio ao presidente do TSE entre seus pares.
- Existe a possibilidade de recurso ao STF caso a decisão de Nunes Marques seja mantida pelo plenário do tribunal eleitoral.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decide nesta terça-feira (9) se mantém a decisão monocrática do ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel. O levantamento, que abordava o senador Flávio Bolsonaro e o caso envolvendo o Banco Master, teve sua publicação barrada após o PL argumentar que o questionário induzia o eleitor ao associar o parlamentar a escândalos financeiros. A pesquisa foi conduzida logo após o vazamento de áudios que ligam o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, episódio que gerou repercussões políticas sob a alcunha de caso 'Dark Horse'.
A decisão de Nunes Marques gerou críticas internas no tribunal, com ministros questionando a falta de um laudo técnico que comprove a alegada manipulação dos dados. O julgamento desta semana é visto como um termômetro para medir o apoio ao presidente da corte entre seus pares e pode abrir caminho para um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso a restrição seja mantida. Enquanto isso, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido respeita a institucionalidade do tribunal, aproveitando o debate para defender a necessidade de uma reforma do Judiciário com foco no fortalecimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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