Investigadores exigem R$ 60 bilhões de Vorcaro para delação no caso Master
Autoridades rejeitam proposta de ex-banqueiro e condicionam delação à devolução integral de R$ 60 bilhões para evitar o arquivamento do acordo.
Pontos principais
- A Polícia Federal e a PGR exigem a devolução de R$ 60 bilhões, rejeitando a oferta inicial de R$ 40 bilhões em dez anos.
- O prejuízo total decorrente da quebra do Banco Master é estimado em mais de R$ 57 bilhões.
- Investigadores alertam que a proposta de delação corre risco de ser rejeitada caso o montante não seja restituído em curto prazo.
- O ministro do STF, André Mendonça, questiona a viabilidade financeira do acordo e a qualidade das informações apresentadas.
- Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, negocia um acordo de delação independente com a Justiça.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República impuseram condições rígidas para avançar nas negociações de delação premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figura central no caso do Banco Master. As autoridades exigem a devolução de R$ 60 bilhões, rejeitando a proposta inicial de Vorcaro, que previa o ressarcimento de R$ 40 bilhões diluídos em dez anos. Investigadores reforçaram que a restituição integral do valor é uma condição indispensável para a continuidade das tratativas, sob o risco de a proposta ser formalmente rejeitada caso não haja um compromisso de curto prazo. Além do impasse financeiro, o ministro do STF, André Mendonça, manifestou preocupação com a capacidade de pagamento do ex-banqueiro e a fragilidade dos anexos apresentados. Paralelamente, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, busca um acordo de colaboração próprio, adicionando uma nova camada de complexidade às investigações sobre as irregularidades no banco.
Comentários
Carregando comentários...
