O medicamento Enhertu (fam-trastuzumab deruxtecan-nxki), desenvolvido pela AstraZeneca e pela Daiichi Sankyo, obteve avanços regulatórios significativos para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo. Nos Estados Unidos, a FDA aprovou o fármaco para uso em estágio inicial, tanto como terapia neoadjuvante quanto adjuvante, com base nos resultados dos estudos DESTINY-Breast11 e DESTINY-Breast05. Este último demonstrou uma redução de 53% no risco de recorrência ou morte em relação ao tratamento padrão T-DM1, com sobrevida livre de doença de 92,4% em três anos. Simultaneamente, a Anvisa aprovou no Brasil o uso do Enhertu em combinação com pertuzumabe para casos de câncer de mama HER2-positivo irressecável ou metastático. A medida visa oferecer uma nova alternativa terapêutica para uma condição agressiva que, embora conte com avanços constantes, permanece sem cura definitiva, reforçando o papel da molécula no cenário oncológico atual.
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