Enel contesta processo de caducidade citando eventos climáticos
A Enel contesta critérios da Aneel e pede perícia técnica para evitar a caducidade de sua concessão em São Paulo após falhas no serviço.
Pontos principais
- A Enel contesta a validade dos indicadores DEC, FEC e TMAE como base para o processo de caducidade da concessão.
- A concessionária alega tratamento regulatório desigual na apuração mensal do Tempo Médio de Atendimento a Emergências.
- A empresa argumenta que eventos climáticos extremos distorcem os índices de qualidade e solicita perícia técnica independente.
- O processo avalia a continuidade do serviço para 8,3 milhões de clientes na região metropolitana de São Paulo.
A Enel busca reverter o processo de caducidade de sua concessão em São Paulo questionando a aplicação dos indicadores de qualidade DEC, FEC e, mais recentemente, o Tempo Médio de Atendimento a Emergências (TMAE). A distribuidora alega que a Aneel aplica um tratamento regulatório desigual ao exigir a apuração mensal do TMAE, critério que a empresa considera inadequado para avaliar a prestação de serviço em cenários de eventos climáticos extremos, como as tempestades de dezembro de 2025. Segundo a concessionária, tais fenômenos causam distorções nos dados que não devem ser interpretadas como falha operacional.
Para embasar sua defesa, a Enel solicitou à Aneel a realização de uma perícia técnica independente para avaliar o impacto real desses fatores externos na infraestrutura elétrica. O objetivo é que a agência considere essas variáveis antes de qualquer decisão definitiva da diretoria colegiada sobre a concessão que atende 8,3 milhões de clientes.
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