Mulheres negras vivem com metade da renda dos homens brancos, aponta estudo
Estudo aponta que mulheres negras no Brasil continuam na base da pirâmide econômica, recebendo cerca de metade da renda de homens brancos e enfrentando maiores barreiras de acesso ao mercado de trabalho formal.
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14/05 às 18:00
Pontos principais
- O Índice de Justiça Econômica Racial (IJER) revela que a desigualdade estrutural no Brasil permaneceu praticamente inalterada entre 2016 e 2023.
- Mulheres negras apresentam os piores indicadores de renda, emprego formal e acesso à educação em comparação a homens brancos, mulheres brancas e homens negros.
- A pesquisa destaca que o crescimento da renda média no país ocorreu de forma paralela entre os grupos, sem reduzir as disparidades históricas.
- A informalidade e o trabalho doméstico sem carteira assinada concentram a maior parte da força de trabalho das mulheres negras.
- Especialistas defendem a implementação de políticas públicas focadas em raça e gênero para corrigir as assimetrias estruturais, argumentando que medidas universais não têm sido suficientes.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Marcos Maestri (supervisor de Advocacy da Fundação Grupo Volkswagen)Priscila Soares (coordenadora de pesquisa do Fundo Agbara)
Organizações
Fundação Grupo VolkswagenFundo AgbaraIBGEIpea
Lugares
Brasil

