A inflação argentina caiu para 2,6% em abril, acumulando 32,4% em 12 meses, enquanto o governo Milei busca estabilizar a economia e eliminar controles cambiais.
A Argentina registrou uma desaceleração na sua taxa de inflação para 2,6% em abril, marcando a primeira queda após 11 meses de aceleração contínua. Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), indicam um recuo em relação aos 3,4% observados em março. Para conter a alta, o governo implementou estratégias de controle de preços em combustíveis e ajustes em subsídios ao gás, enquanto setores como transporte e educação lideraram os aumentos de custos no período. O resultado é visto como um alívio imediato, embora o país ainda enfrente pressões externas e a volatilidade do mercado local.
Para o governo de Javier Milei, o desafio central permanece em manter a inflação abaixo de 2% ao mês, patamar considerado fundamental para a eliminação definitiva dos controles cambiais. A gestão tem buscado suporte financeiro internacional, incluindo um acordo de swap cambial com os Estados Unidos e a revisão de um programa de US$ 20 bilhões com o FMI, cuja liberação de US$ 1 bilhão deve ser votada na próxima semana. Paralelamente, o governo segue com medidas de ajuste fiscal e monetário, incluindo a flexibilização do uso de dólares. Apesar do dado positivo de abril, analistas mantêm cautela e revisaram para cima a projeção de inflação para o final de 2026, agora estimada em 30,5%, refletindo incertezas sobre a sustentabilidade do plano econômico a longo prazo e a pressão política sobre a administração.
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