A Argentina registrou inflação de 2,9% em fevereiro, o patamar mais alto em quase um ano, em meio a um forte ajuste econômico e desafios políticos enfrentados pelo governo de Javier Milei.
A inflação na Argentina atingiu 2,9% em fevereiro, marcando o maior nível em quase um ano, com o índice acumulado em 12 meses chegando a 33,1%. Este cenário ocorre em meio a um forte ajuste econômico implementado pelo governo de Javier Milei, que incluiu a paralisação de obras federais e a retirada de subsídios, resultando em um aumento expressivo nos preços ao consumidor.
O país enfrentou uma crise política no terceiro trimestre de 2025, mas a volatilidade do mercado diminuiu após o governo dos EUA, sob Donald Trump, anunciar apoio financeiro, incluindo um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões. Além disso, um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos foi alcançado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e o Banco Central da Argentina reduziu os controles cambiais, buscando estabilizar a inflação e atrair investimentos. A vitória de Milei nas eleições de meio de mandato também contribuiu para conter a disparada do dólar e pode assegurar a continuidade das reformas.
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