A inflação na Argentina subiu pelo quinto mês consecutivo em janeiro, atingindo 32,4% anualmente, enquanto o órgão de estatísticas enfrenta uma crise após a renúncia de seu chefe por desentendimento com o presidente Javier Milei sobre a metodologia de cálculo.
A Argentina registrou uma aceleração da inflação em janeiro, com um aumento mensal de 2,9% e uma taxa anual que chegou a 32,4%. Este cenário ocorre em meio a uma crise no Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), após a renúncia de seu chefe, Marco Lavagna, por desentendimentos com o presidente Javier Milei sobre a implementação de uma nova metodologia de cálculo da inflação. A metodologia atual é considerada defasada, não tendo sido atualizada em duas décadas.
A situação é crítica para o governo Milei, que busca conter a inflação e avançar com sua agenda de austeridade. Autoridades do Fundo Monetário Internacional (FMI) estão em Buenos Aires para revisar o programa de US$ 20 bilhões e discutirão a adoção da nova metodologia. Além disso, o governo planeja elevar as contas de luz e gás em fevereiro, o que pode gerar novas pressões inflacionárias em março, adicionando mais um desafio à já complexa situação econômica do país.