Lucro do Bradesco sobe para R$ 6,8 bilhões no 1º trimestre de 2026
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 16,1% anual, superando expectativas e impulsionado por empréstimos e seguros.
Pontos principais
- O lucro líquido recorrente do Bradesco atingiu R$ 6,8 bilhões no 1º trimestre de 2026, alta de 16,1% anualmente e 4,5% trimestralmente.
- Este é o nono trimestre consecutivo de alta no lucro do banco, superando o consenso do mercado.
- A margem financeira líquida cresceu 8,3% na comparação anual, atingindo quase R$ 10,4 bilhões.
- A carteira de crédito expandida cresceu 8,4% anualmente, totalizando R$ 1,1 trilhão, impulsionada por pessoas físicas e MPMEs.
- A área de seguros, previdência e capitalização contribuiu com R$ 2,8 bilhões para o lucro líquido.
- As receitas totais somaram R$ 36,9 bilhões, com o ROAE atingindo 15,8%.
- O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, ligeiramente acima do ano e trimestre anteriores.
- As despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD expandida) foram de R$ 9,7 bilhões, com aumento de 26,5% anualmente.
- O banco manteve a previsão de crescimento da carteira de crédito expandida entre 8,5% e 10,5% para 2026.
O Bradesco anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, superando as expectativas dos analistas e marcando o nono trimestre consecutivo de crescimento. Este valor representa um aumento de 16,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior e um crescimento de 4,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Os resultados, divulgados no balanço trimestral da instituição, indicam uma recuperação gradual da rentabilidade e mantêm a tônica de resultados sem grandes surpresas.
O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela expansão da receita com empréstimos, beneficiada por um maior spread e volume de crédito concedido pelo banco. A margem financeira líquida cresceu 8,3% na comparação anual, atingindo quase R$ 10,4 bilhões. As receitas totais somaram R$ 36,9 bilhões, e o Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE) atingiu 15,8%. Além disso, a área de seguros, previdência e capitalização continuou sendo um motor de rentabilidade, contribuindo com R$ 2,8 bilhões para o lucro líquido.
Contudo, o balanço foi pressionado pelo custo do crédito, com despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD expandida) de R$ 9,7 bilhões, um aumento de 26,5% anualmente, refletindo casos pontuais no atacado e maior custo no varejo. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, ligeiramente acima do ano anterior e do trimestre anterior. Apesar do crescimento de 8,4% na carteira de crédito expandida, que totalizou R$ 1,1 trilhão, impulsionada por pessoas físicas e MPMEs, o banco mantém uma postura seletiva na concessão, com foco em garantias. A eficiência operacional melhorou, e o banco reduziu sua estrutura física em 1.414 pontos de atendimento, mantendo a previsão de crescimento da carteira de crédito expandida entre 8,5% e 10,5% para 2026.
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