A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 32,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado divulgado oficialmente em 11 de maio. O desempenho representa uma queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, impactado por variações cambiais e pela precificação de estoques. O Ebitda ajustado da estatal atingiu R$ 59,6 bilhões, retração de 2,4% na comparação anual, enquanto o fluxo de caixa livre apresentou uma queda de quase 23%, o que limitou a capacidade da companhia de distribuir proventos aos acionistas. O conselho de administração aprovou a distribuição de US$ 1,8 bilhão em dividendos, valor inferior aos US$ 2,4 bilhões projetados pelo consenso de mercado, frustrando parte dos investidores que buscam renda passiva na estatal.
Após a divulgação, as ações da companhia registraram queda de 1,12% no pregão. A empresa justificou o resultado pela defasagem na precificação das exportações e no reconhecimento das vendas. Apesar da reação negativa no curto prazo, instituições como JPMorgan e Morgan Stanley reiteraram a recomendação de compra, argumentando que os efeitos de timing nos resultados devem se dissipar. Analistas do Morgan Stanley destacam que o aumento na produção e a defasagem nos preços do petróleo podem impulsionar os resultados no segundo trimestre, aproximando a companhia de recordes operacionais, embora o Bradesco BBI mantenha postura neutra devido à volatilidade do cenário eleitoral.
A decisão sobre os dividendos dividiu especialistas. Enquanto alguns alertam para riscos operacionais e a redução na geração de caixa, outros mantêm otimismo com a solidez da petroleira, indicando que a empresa ainda possui potencial de retorno para investidores de longo prazo. Para ter direito aos proventos anunciados, o investidor deve estar posicionado nas ações até o fechamento do pregão de 1º de junho. A expectativa do mercado é que a estabilização da produção no pré-sal e o impacto positivo da alta do Brent permitam uma melhora nos indicadores a partir do segundo trimestre de 2026.
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