Boulos classifica resistência ao fim da escala 6x1 como terrorismo patronal
O ministro Guilherme Boulos defende a implementação imediata do fim da escala 6x1 e rejeita compensações financeiras ao setor privado.
Pontos principais
- Guilherme Boulos rotulou as críticas de empresários e a demanda por compensações financeiras como terrorismo patronal.
- O governo federal descarta a necessidade de regimes de transição longos ou subsídios para a nova jornada de 40 horas semanais.
- O projeto de lei e a PEC tramitam com urgência, enquanto o movimento VAT pressiona pela celeridade da medida.
- A articulação política com o Senado foi delegada ao ministro José Guimarães para garantir a aprovação das mudanças.
O ministro Guilherme Boulos reiterou sua posição contrária à resistência do setor privado quanto ao fim da escala de trabalho 6x1. Em declarações recentes, o ministro classificou as preocupações empresariais como 'terrorismo patronal' e afirmou que o governo não apoia a criação de períodos de transição ou a concessão de compensações financeiras, apelidadas por ele de 'bolsa patrão', para a adaptação das empresas. A proposta em debate visa a transição para a escala 5x2 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, medida que conta com o apoio do vereador Rick Azevedo, fundador do movimento VAT, que defende a urgência da implementação. O governo busca agilizar o processo e o projeto já tramita com regime de urgência, com o ministro José Guimarães responsável pela articulação junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O debate acirra o atrito entre o governo e entidades empresariais, que alertam para possíveis impactos operacionais e custos adicionais, enquanto o Executivo e a Câmara dos Deputados articulam a aprovação de uma PEC para consolidar as mudanças trabalhistas.
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