O ministro Guilherme Boulos reafirmou que o governo federal defende a implementação imediata do fim da escala de trabalho 6x1, rejeitando qualquer proposta de transição longa para a redução da jornada. Em declarações recentes, o ministro classificou as resistências de setores econômicos à pauta como 'terrorismo econômico', comparando a oposição atual a embates históricos contra a criação do salário mínimo. Segundo Boulos, o governo se opõe a mecanismos de compensação financeira a empresários, rotulados como 'bolsa-patrão', e alerta para o risco de manobras políticas no Congresso resultarem no engavetamento da proposta no Senado.
Para sustentar a viabilidade da medida, o ministro citou dados do Dieese que indicam um impacto operacional de apenas 1% para as empresas com a redução da jornada. Boulos destacou que a alteração é uma prioridade da gestão Lula, sendo fundamental para a melhoria da saúde mental dos trabalhadores e para o combate à desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Durante o debate, o ministro traçou um paralelo crítico entre a resistência de lideranças do agronegócio à medida e a oposição histórica enfrentada durante o processo de abolição da escravidão no Brasil, evidenciando a tensão persistente entre o Executivo e parte do Legislativo sobre a reforma trabalhista.
Agência Brasil - EBC • 12 mai, 12:51
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