Banco do Brasil reduz projeção de lucro para 2026 após queda no 1º trimestre
O Banco do Brasil registrou lucro de R$ 3,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, queda de 54% ante 2025, pressionado pela inadimplência no agronegócio.
Pontos principais
- O lucro líquido ajustado do 1º trimestre de 2026 foi de R$ 3,4 bilhões, queda de 53,5% em relação a 2025.
- A inadimplência no setor rural atingiu 6,22%, elevando o custo de crédito para R$ 18,9 bilhões.
- A provisão para perdas aumentou 46%, totalizando R$ 16,8 bilhões no período.
- A projeção de lucro para 2026 foi reduzida para a faixa de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões.
- O ROE da instituição caiu para 7,3%, ante 16,7% registrados no mesmo período do ano anterior.
- A estatal renegociou R$ 37,9 bilhões em dívidas de produtores rurais para conter o avanço dos calotes.
- O banco anunciou a distribuição de R$ 465,7 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP) para junho de 2026.
O Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, consolidando uma retração de 53,5% em comparação ao mesmo período de 2025. O desempenho, divulgado oficialmente em maio, foi fortemente impactado por um aumento de 85,8% no custo de crédito, que somou R$ 18,9 bilhões. Esse cenário reflete um ambiente de maior risco no setor do agronegócio, onde a inadimplência em operações acima de 90 dias atingiu 6,22%, forçando a instituição a elevar suas provisões para perdas em 46%, totalizando R$ 16,8 bilhões. Como medida de mitigação, o banco intensificou programas de renegociação, alcançando R$ 37,9 bilhões em dívidas reestruturadas.
Diante desse cenário, a gestão do banco revisou suas metas financeiras para o restante de 2026, reduzindo a projeção de lucro líquido anual para o intervalo entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões. A queda no ROE, que passou de 16,7% para 7,3% em doze meses, evidencia o impacto da volatilidade setorial na rentabilidade da estatal. A administração reforçou que o monitoramento rigoroso do risco de crédito e a gestão da carteira rural permanecem como prioridades absolutas para estabilizar os resultados frente às incertezas macroeconômicas que pressionam a margem financeira bruta da companhia.
Mesmo com a pressão nos resultados operacionais e a revisão das metas anuais, o Banco do Brasil confirmou a continuidade de sua política de remuneração aos acionistas. A instituição anunciou a distribuição de R$ 465,7 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), com pagamento previsto para junho de 2026. A medida busca manter a atratividade das ações da estatal, enquanto o banco trabalha para reverter o ciclo de alta inadimplência e recuperar os níveis de rentabilidade observados em períodos anteriores.
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