Ações do Banco Inter sobem após analistas avaliarem queda como excessiva
Papéis do banco avançam mais de 5% após correção recente, mesmo com a revisão das metas de rentabilidade da instituição para 2029.
Pontos principais
- Os BDRs do Banco Inter (INBR32) registraram alta superior a 5% após acumularem desvalorização de 23,5% desde o início de maio.
- A administração do banco postergou a meta de ROE de 30% para o ano de 2029, indicando um ritmo mais gradual de rentabilidade.
- O JPMorgan classificou a recente queda das ações como exagerada, apesar de ter reduzido projeções de lucro para 2026 e 2027.
- Analistas divergem sobre o futuro da companhia, com o Bradesco BBI mantendo recomendação de compra e o Morgan Stanley mantendo venda.
As ações do Banco Inter apresentaram recuperação no mercado após uma sequência de quedas que atingiu 23,5% desde o início de maio. A reação positiva dos investidores ocorreu após analistas, como os do JPMorgan, avaliarem que a desvalorização recente foi desproporcional, mesmo diante da revisão das metas de rentabilidade da companhia. Durante o evento 'Owner's Day', a administração do banco anunciou que a meta de ROE de 30% foi postergada para 2029, sinalizando um processo de maturação mais lento do que o esperado anteriormente. O cenário atual reflete uma divergência entre as casas de análise: enquanto o Bradesco BBI destaca o valuation atrativo como ponto de entrada, o Morgan Stanley mantém uma postura cautelosa, citando desafios estruturais persistentes na monetização da base de clientes e na expansão da rentabilidade a longo prazo.
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