O Banco Inter está sob crescente pressão de seus acionistas devido ao aumento nos gastos com a remuneração de executivos, mesmo diante de um cenário financeiro desafiador. A gestora Squadra Investimentos, que agora detém 10,07% das ações ordinárias da instituição, lidera as críticas por mudanças na governança corporativa. O descontentamento é agravado pela desvalorização de 19% nos papéis do banco no último mês e pela elevação da inadimplência para 5,1%. Embora o quadro de funcionários tenha sido reduzido, as despesas totais com pessoal cresceram 16,3% no último ano, contrastando com o adiamento da meta de rentabilidade de 30% sobre o patrimônio, agora postergada de 2027 para 2029. A situação reflete a preocupação do mercado com a eficiência operacional e a alocação de capital da empresa em um momento de deterioração dos indicadores de crédito.
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