A inflação brasileira enfrenta um novo desafio em abril, com projeções do IPCA variando entre 0,54% e 0,73%. O cenário é impulsionado por um choque de oferta, especialmente no preço do petróleo, reflexo direto das tensões geopolíticas no Oriente Médio que encareceram custos de energia e logística. Embora a valorização do real frente ao dólar tenha funcionado como um amortecedor parcial, a persistência da inflação de serviços e a pressão sobre os preços de alimentos mantêm o mercado em alerta. Esse contexto de incerteza coloca em dúvida a continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic pelo Banco Central. Especialistas divergem sobre a política monetária, temendo que a desancoragem das expectativas de longo prazo obrigue o Copom a adotar uma postura mais restritiva, com projeções para a taxa básica de juros ao final de 2026 situando-se entre 12,50% e 14%.
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