Ibovespa recua e fecha abaixo de 175 mil pontos com pressão da Petrobras
O Ibovespa fechou em queda de 0,48%, pressionado pela Petrobras e pela cautela com o IPCA-15 acima do esperado pelo mercado.
Pontos principais
- Ibovespa encerrou o pregão aos 175.744 pontos, impactado pela desvalorização das ações da Petrobras.
- IPCA-15 de maio subiu 0,62%, superando a expectativa de 0,53% e reforçando cautela sobre a trajetória da Selic.
- Ações da Cosan atingiram mínima histórica após venda de ADRs por Rubens Ometto.
- Decisões judiciais sobre a indenização da RBSE afetaram negativamente papéis do setor elétrico.
- Câmara dos Deputados segue monitorando a tramitação do projeto de lei que discute o fim da escala 6x1.
O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,48%, aos 175.744 pontos, revertendo o otimismo inicial que era sustentado por negociações geopolíticas. O desempenho foi pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que reagiram à queda dos preços do petróleo no mercado internacional e a declarações recentes do governo. Além do cenário corporativo, a divulgação do IPCA-15 de maio, que subiu 0,62% e superou a mediana das projeções de 0,53%, trouxe cautela aos investidores quanto ao ritmo de cortes na taxa Selic, elevando o acumulado em doze meses para 4,64%.
O ambiente de incertezas foi agravado por movimentos específicos em outros setores. A Cosan atingiu sua mínima histórica após a venda de ADRs pelo presidente do conselho, Rubens Ometto, enquanto o setor elétrico sofreu com a decisão do TRF1 sobre a indenização da RBSE, impactando empresas como Axia Energia e ISA Energia. Paralelamente, o mercado doméstico mantém o monitoramento sobre a agenda política em Brasília, incluindo a tramitação do projeto de lei que visa eliminar a escala de trabalho 6x1 na Câmara dos Deputados.
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