Prefeitura de Vierzon cancela cerimônia da abolição da escravidão
Gestão de extrema direita em Vierzon, na França, cancelou a celebração da abolição da escravidão, gerando críticas de oposição e entidades civis.
Pontos principais
- A prefeitura justificou o cancelamento por razões orçamentárias e suposta falta de interesse público.
- O Conselho Representativo das Associações Negras da França (Cran) condenou a decisão como violência simbólica.
- A cidade, historicamente de esquerda, elegeu uma gestão de extrema direita em março de 2026.
- O deputado Nicolas Sansu organizou uma cerimônia informal em protesto à decisão oficial.
A prefeitura de Vierzon, na França, sob gestão de extrema direita desde março de 2026, cancelou a tradicional cerimônia de comemoração da abolição da escravidão. A administração municipal justificou a medida alegando restrições orçamentárias e baixo interesse público no evento. A decisão provocou forte reação de grupos da sociedade civil e de lideranças políticas locais. O Conselho Representativo das Associações Negras da França (Cran) classificou o ato como uma violência simbólica inaceitável, enquanto o ex-prefeito e deputado Nicolas Sansu acusou a gestão de tentar agradar alas racistas do eleitorado. Em resposta ao cancelamento, Sansu organizou um ato informal para marcar a data, evidenciando a polarização política em uma cidade que, historicamente, foi governada por partidos de esquerda antes da mudança de comando no ano passado.
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