A extrema-direita francesa não conquistou grandes cidades nas eleições municipais, enquanto a esquerda e a direita tradicionais obtiveram vitórias, indicando tendências para 2027.
A extrema-direita francesa, liderada pelo Reunião Nacional (RN), não conseguiu conquistar grandes cidades nas recentes eleições municipais. Apesar de vitórias em municípios menores e a manutenção de Perpignan, o partido falhou em centros urbanos estratégicos, como Paris e Marselha, que permaneceram sob controle da esquerda. O candidato socialista Emmanuel Gregoire foi reeleito na capital, sucedendo Anne Hidalgo e reforçando a presença da esquerda nessas localidades. Por outro lado, a extrema-direita obteve uma vitória significativa na cidade de Nice, com Eric Ciotti.
Os resultados são considerados um teste para a base de apoio da extrema-direita e uma indicação das tendências políticas para as eleições presidenciais de 2027. Políticos de centro-direita, como o ex-primeiro-ministro Edouard Philippe, interpretaram os resultados como um sinal de que os extremos podem ser superados, apesar de líderes do RN, como Jordan Bardella, celebrarem o que consideram o maior avanço histórico do partido em termos de distritos eleitorais locais. A participação eleitoral foi de pouco mais de 48% na França continental, um aumento em relação a 2020, mas ainda abaixo dos níveis de 2014.
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