A indústria argentina atravessa um período de forte retração sob a política econômica do governo de Javier Milei. Nos setores de autopeças e têxtil, a combinação de abertura comercial acelerada e a valorização do peso facilitou a entrada de produtos importados, pressionando a competitividade das fábricas locais. No setor de autopeças, o impacto é visível com uma queda de 22,5% na produção no início de 2026 e a eliminação de 5 mil vagas de emprego ao longo de 2025, afetando desde grandes empresas globais até fábricas familiares. Paralelamente, a indústria têxtil enfrenta uma crise severa marcada pela queda no consumo interno e custos produtivos elevados, que tornam os itens fabricados no país menos atrativos frente aos concorrentes estrangeiros. A estratégia do governo de facilitar a importação de vestuário visa combater a inflação e forçar a concorrência, mas tem gerado tensões crescentes entre a necessidade de controle de preços e a proteção da base manufatureira nacional. O cenário reflete os desafios de ajuste fiscal e a queda na demanda interna, forçando diversos setores a buscar estratégias de sobrevivência em um ambiente de alta pressão operacional e incerteza econômica.
BBC Brasil • 10 mai, 14:26
Folha de São Paulo - Mercado • 10 mai, 13:02
G1 - Economia • 10 mai, 03:00
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