O preço do petróleo encerrou a sexta-feira em alta, impulsionado por um novo aumento das tensões militares no Estreito de Ormuz. Apesar da valorização diária, o mercado acumulou uma queda semanal significativa, com o WTI e o Brent recuando mais de 6% no período. A instabilidade foi exacerbada por confrontos diretos, incluindo ataques das forças americanas contra petroleiros iranianos e a apreensão do navio Ocean Koi pela Guarda Revolucionária do Irã. Além disso, ataques com mísseis e drones nos Emirados Árabes Unidos, que deixaram três feridos, ampliaram os riscos à navegação comercial, enquanto o Irã mantém uma estratégia de prolongar negociações diplomáticas. Em resposta, o ministro Abbas Araghchi afirmou que o país está preparado para revidar ações militares dos EUA, elevando o temor de uma escalada regional.
O Estreito de Ormuz permanece como o ponto focal da crise, sendo uma rota marítima crucial por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. A possibilidade de fechamento da passagem tem mantido o mercado em alerta, com analistas da Capital Economics e da Fitch Ratings projetando volatilidade contínua no curto prazo. O clima de incerteza também impactou os mercados financeiros globais, levando as bolsas asiáticas a fecharem sem direção única e interrompendo um rali de dois dias. Investidores seguem cautelosos diante da deterioração do cenário geopolítico, que também tem sido explorado por agentes mal-intencionados para a prática de golpes financeiros envolvendo sistemas de comunicação marítima e criptomoedas.
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