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Petróleo fecha em alta, mas acumula queda semanal com tensões no Oriente Médio

O petróleo subiu na sexta-feira devido a tensões no Estreito de Ormuz, mas encerrou a semana em queda acentuada após confrontos entre EUA e Irã.

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Foto: InfoMoney
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08/05 às 17:07 · atualizado 18:33

Pontos principais

  • O petróleo WTI para junho subiu 0,64%, a US$ 95,42, enquanto o Brent avançou 1,23%, a US$ 101,29.
  • Na semana, o WTI e o Brent acumularam quedas de 6,39% e 6,36%, respectivamente.
  • A escalada militar envolveu ataques dos EUA a petroleiros iranianos e a apreensão do navio Ocean Koi pelo Irã no Mar de Omã.
  • O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país está preparado para responder a ações militares norte-americanas.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota vital para o mercado global, por onde transita 20% do petróleo mundial.
  • Ataques com mísseis e drones nos Emirados Árabes Unidos deixaram três feridos, elevando o risco à navegação comercial.
  • Analistas da Capital Economics e Fitch Ratings preveem volatilidade contínua enquanto a tensão na região persistir.

O preço do petróleo encerrou a sexta-feira em alta, impulsionado por um novo aumento das tensões militares no Estreito de Ormuz. Apesar da valorização diária, o mercado acumulou uma queda semanal significativa, com o WTI e o Brent recuando mais de 6% no período. A instabilidade foi exacerbada por confrontos diretos, incluindo ataques das forças americanas contra petroleiros iranianos e a apreensão do navio Ocean Koi pela Guarda Revolucionária do Irã. Além disso, ataques com mísseis e drones nos Emirados Árabes Unidos, que deixaram três feridos, ampliaram os riscos à navegação comercial, enquanto o Irã mantém uma estratégia de prolongar negociações diplomáticas. Em resposta, o ministro Abbas Araghchi afirmou que o país está preparado para revidar ações militares dos EUA, elevando o temor de uma escalada regional.

O Estreito de Ormuz permanece como o ponto focal da crise, sendo uma rota marítima crucial por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial. A possibilidade de fechamento da passagem tem mantido o mercado em alerta, com analistas da Capital Economics e da Fitch Ratings projetando volatilidade contínua no curto prazo. O clima de incerteza também impactou os mercados financeiros globais, levando as bolsas asiáticas a fecharem sem direção única e interrompendo um rali de dois dias. Investidores seguem cautelosos diante da deterioração do cenário geopolítico, que também tem sido explorado por agentes mal-intencionados para a prática de golpes financeiros envolvendo sistemas de comunicação marítima e criptomoedas.

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