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Ciro Nogueira é alvo de operação da PF em investigação do Banco Master

O senador Ciro Nogueira foi alvo de buscas da PF em investigação sobre fraudes no Banco Master e classificou a ação como um ataque maligno à sua honra.

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Foto: G1 Política
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08/05 às 10:32 · atualizado 18:06

Pontos principais

  • A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Ciro Nogueira em Brasília e no Piauí.
  • O senador teve bens bloqueados em até R$ 18,85 milhões e está proibido de contatar outros investigados na Operação Compliance Zero.
  • A investigação apura supostas fraudes financeiras no Banco Master e irregularidades na relação entre Nogueira e o dono da instituição, Daniel Vorcaro.
  • Ciro Nogueira, presidente do PP, negou as acusações e classificou a operação como perseguição eleitoral para macular sua honra.
  • A PF apura suspeitas de recebimento de mesadas, custeio de despesas de luxo e o uso de contratos de gaveta envolvendo o banco.
  • A operação é vista por investigadores como uma forma de pressionar Daniel Vorcaro a fornecer novos elementos para sua delação premiada.
  • A ação da PF gerou tensão política, travando o diálogo entre o governo Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • Integrantes do Centrão interpretaram a operação como uma resposta à derrota governista na indicação de Jorge Messias ao STF.
  • Nogueira declarou que o episódio, que chamou de ataque maligno, lhe dá mais energia para continuar sua atuação política.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em seus endereços em Brasília e no Piauí. A ação, denominada Operação Compliance Zero, investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis irregularidades nas relações entre o parlamentar e o dono da instituição, Daniel Vorcaro. Além das buscas, Nogueira teve o bloqueio de bens determinado em até R$ 18,85 milhões e foi proibido de manter contato com outros investigados. Em manifestações recentes, o presidente do Partido Progressistas negou veementemente as acusações, classificando a operação como um ataque maligno e uma tentativa de manchar sua honra em ano eleitoral, afirmando que o episódio lhe confere mais energia para seguir com sua atuação política pelo Piauí.

A investigação aponta indícios de que Nogueira teria atuado em favor do Banco Master em troca de vantagens indevidas, incluindo a suspeita de recebimento de mesadas, o custeio de despesas de luxo e a apresentação de emendas legislativas. A PF também apura o uso de contratos de gaveta e repasses financeiros suspeitos. Documentos da CPMI do INSS indicaram que o senador e Antônio Rueda utilizaram um helicóptero de Vorcaro durante o GP São Paulo de Fórmula 1 em 2024. Para investigadores, a operação contra Nogueira serve como um mecanismo de pressão para que Daniel Vorcaro apresente novos fatos e elementos robustos em sua delação, visando a validação do acordo pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O primo do banqueiro, Felipe Cançado Vorcaro, chegou a ser preso no curso das apurações.

O impacto da operação extrapolou a esfera jurídica e atingiu a dinâmica política entre o Palácio do Planalto e o Congresso. A ação ocorreu logo após a derrota do governo na indicação de Jorge Messias ao STF, travando as tentativas de reestabelecer o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Aliados de Nogueira no Centrão interpretaram a medida como uma retaliação política, o que deve levar o presidente do Senado a adotar uma postura mais rígida na condução da pauta legislativa e manter distância do governo no curto prazo. O presidente Lula, por sua vez, manteve cautela, expressando o desejo de que os investigados sejam inocentes e ressaltando que a operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça.

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