O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em seus endereços em Brasília e no Piauí. A ação, denominada Operação Compliance Zero, investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e possíveis irregularidades nas relações entre o parlamentar e o dono da instituição, Daniel Vorcaro. Além das buscas, Nogueira teve o bloqueio de bens determinado em até R$ 18,85 milhões e foi proibido de manter contato com outros investigados. Em manifestações recentes, o presidente do Partido Progressistas negou veementemente as acusações, classificando a operação como um ataque maligno e uma tentativa de manchar sua honra em ano eleitoral, afirmando que o episódio lhe confere mais energia para seguir com sua atuação política pelo Piauí.
A investigação aponta indícios de que Nogueira teria atuado em favor do Banco Master em troca de vantagens indevidas, incluindo a suspeita de recebimento de mesadas, o custeio de despesas de luxo e a apresentação de emendas legislativas. A PF também apura o uso de contratos de gaveta e repasses financeiros suspeitos. Documentos da CPMI do INSS indicaram que o senador e Antônio Rueda utilizaram um helicóptero de Vorcaro durante o GP São Paulo de Fórmula 1 em 2024. Para investigadores, a operação contra Nogueira serve como um mecanismo de pressão para que Daniel Vorcaro apresente novos fatos e elementos robustos em sua delação, visando a validação do acordo pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O primo do banqueiro, Felipe Cançado Vorcaro, chegou a ser preso no curso das apurações.
O impacto da operação extrapolou a esfera jurídica e atingiu a dinâmica política entre o Palácio do Planalto e o Congresso. A ação ocorreu logo após a derrota do governo na indicação de Jorge Messias ao STF, travando as tentativas de reestabelecer o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Aliados de Nogueira no Centrão interpretaram a medida como uma retaliação política, o que deve levar o presidente do Senado a adotar uma postura mais rígida na condução da pauta legislativa e manter distância do governo no curto prazo. O presidente Lula, por sua vez, manteve cautela, expressando o desejo de que os investigados sejam inocentes e ressaltando que a operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça.
Times Brasil • 8 mai, 17:03
Folha de São Paulo - Política • 8 mai, 17:21
G1 Política • 8 mai, 15:32
9 mai, 10:33
9 mai, 09:03
7 mai, 16:10
7 mai, 13:01
7 mai, 08:01
Carregando comentários...