A quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, aprofunda as investigações sobre o Banco Master e o senador Ciro Nogueira. O inquérito aponta que a estrutura financeira do grupo teria sido utilizada para intermediar pagamentos suspeitos e ocultar patrimônio, com o objetivo de favorecer a instituição através de uma emenda constitucional. Segundo a PF, o texto da proposta, que visava elevar o limite de garantia do FGC para R$ 1 milhão, foi redigido por integrantes do banco em troca de vantagens financeiras ao parlamentar, embora a medida tenha sido rejeitada pela CCJ do Senado por inconstitucionalidade. A análise técnica da PF sugere que a manobra poderia ter gerado custos elevados para a economia brasileira caso fosse aprovada.
O Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão de quatro empresas vinculadas ao grupo e impôs restrições de contato ao senador. O caso também trouxe à tona questionamentos sobre as articulações políticas do parlamentar e seus aliados, incluindo a relação com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto a defesa de Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade e se coloca à disposição para colaborar com as autoridades, o inquérito segue em curso para detalhar a extensão dos pagamentos indevidos e o impacto sistêmico das manobras financeiras investigadas.
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