Mães 35+ no mercado de trabalho exigem novas políticas das empresas
Pesquisa do Infojobs revela que a maternidade tardia está redefinindo a dinâmica do mercado de trabalho e exige que empresas adaptem suas políticas para reter talentos.
Pontos principais
- Quase metade (48%) das mulheres no mercado de trabalho se tornam mães após os 35 anos.
- 25% das mães 35+ deixaram de se candidatar a vagas de maior responsabilidade por falta de suporte.
- 54% apontam políticas de flexibilidade e apoio corporativo como essenciais para conciliar maternidade e ascensão profissional.
- 42% não se sentem à vontade para priorizar demandas dos filhos sem receio de prejudicar o crescimento profissional.
- A falta de adaptação das empresas pode levar à perda de talentos qualificados.
Uma pesquisa recente do Infojobs aponta que a maternidade tardia, especialmente após os 35 anos, está transformando o cenário do mercado de trabalho brasileiro. Cerca de 48% das mulheres no mercado se tornam mães depois dessa idade, sendo 20% entre 35 e 44 anos e 28% acima de 45 anos. Essas mulheres frequentemente já possuem trajetórias profissionais consolidadas e ocupam posições de liderança intermediária, o que exige uma revisão das políticas internas das empresas.
O estudo destaca que 25% das mães com mais de 35 anos deixaram de buscar vagas de maior responsabilidade devido à falta de suporte para conciliar carreira e família. Além disso, 54% consideram a flexibilidade e o apoio corporativo essenciais para o avanço profissional. A pesquisa também revela que 42% dessas mães não se sentem confortáveis em priorizar as demandas dos filhos sem temer prejuízos à carreira, e 30% relatam um aumento nos questionamentos após a maternidade. A inércia das empresas em se adaptar a essa nova realidade pode resultar na perda de talentos valiosos.
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