Trabalho presencial enfrenta resistência no Brasil por custos e flexibilidade
A volta ao escritório no Brasil encontra forte resistência dos profissionais devido a custos invisíveis e à preferência por maior flexibilidade, apesar do retorno gradual das empresas.
Pontos principais
- 63% dos brasileiros trabalham presencialmente, mas 79% preferem modelos híbridos ou remotos.
- 53% dos profissionais relatam aumento de gastos com transporte e alimentação no presencial.
- Deslocamento é a maior desvantagem do presencial (65%), enquanto 44% citam perda de flexibilidade e desmotivação.
- 93% consideram essencial o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho; 64% trocariam de emprego por melhor qualidade de vida.
- Gestores expressam insegurança com a produtividade remota (76%) e desafios como excesso de reuniões (66%).
A volta ao trabalho presencial no Brasil enfrenta resistência significativa dos profissionais, que citam custos invisíveis e a busca por flexibilidade como principais motivos. Embora 63% dos brasileiros já trabalhem presencialmente, uma pesquisa da WeWork e Offerwise revela que 79% não o fazem por escolha, preferindo modelos híbridos ou remotos. Os trabalhadores apontam o deslocamento como a maior desvantagem (65%) e relatam aumento de gastos com transporte e alimentação (53%), além de desmotivação pela perda de flexibilidade (44%).
Empresas como o Nubank enfrentaram resistência ao tentar encerrar o modelo 100% remoto, com profissionais dispostos a trocar de emprego por melhor qualidade de vida, mesmo com salário menor. Gestores, por sua vez, expressam insegurança com a produtividade remota (76%) e enfrentam desafios como o excesso de reuniões (66%). Para atrair e reter talentos, os escritórios precisam oferecer mais do que o conforto do lar, investindo em espaços bem estruturados, serviços integrados e flexibilidade de horários e locais de trabalho.
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