Corrupção, inflação e economia em queda desafiam Milei na Argentina
O governo do ultraliberal Javier Milei na Argentina enfrenta um momento desafiador, marcado por escândalos de corrupção, queda na popularidade e na atividade econômica, e o retorno da aceleração inflacionária.
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06/05 às 15:25
Pontos principais
- O governo de Javier Milei na Argentina enfrenta o pior momento, com queda de popularidade e atividade econômica em retração.
- A inflação, que havia sido reduzida, voltou a acelerar, atingindo 3,4% em março de 2026, levando Milei a reconhecer publicamente as dificuldades.
- A atividade econômica e a produção industrial registraram quedas significativas, com a indústria caindo 4% em fevereiro e 8,7% nos últimos 12 meses.
- O professor Paulo Gala (FGV-SP) critica o plano econômico de Milei como 'simplista' e prevê desindustrialização e possível nova crise cambial.
- Casos de corrupção, como a investigação de Manuel Adorni, contribuem para a desaprovação de Milei, que superou 60% em pesquisas.
- Apesar dos problemas, a desorganização da oposição é um fator que joga a favor do governo, segundo o cientista político Leandro Gabiati.
- A Fitch Rating elevou a nota de crédito da Argentina, mas economistas como Paulo Gala não veem isso como uma mudança no quadro geral.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Javier MileiPaulo Gala (professor de economia da FGV-SP)Manuel Adorni (chefe de gabinete de Milei)Leandro Gabiati (cientista político argentino)
Organizações
Casa RosadaFundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP)Agência BrasilAtlas IntelZentrixFitch Rating
Lugares
ArgentinaBuenos AiresBrasil

