A inadimplência bancária na Argentina subiu para 10,6% em janeiro de 2026, impulsionada pela queda do poder aquisitivo das famílias em meio à inflação e cortes de subsídios.
A inadimplência bancária na Argentina atingiu 10,6% em janeiro de 2026, um aumento expressivo em comparação com os 2,8% registrados em dezembro de 2023, período em que Javier Milei assumiu a presidência. A principal causa é a queda do poder aquisitivo das famílias, resultado da alta inflação e da redução de subsídios governamentais, que tem levado as finanças domésticas ao limite.
Apesar dos esforços do governo Milei para controlar a inflação por meio de cortes profundos nos gastos públicos, que resultaram no primeiro superávit orçamentário em mais de uma década, a melhora não foi suficiente para restaurar o poder de compra da população. O aumento nas tarifas de serviços públicos também contribuiu para comprimir a renda disponível, dificultando a quitação de dívidas. Analistas preveem que a inadimplência continuará a crescer, especialmente com a expectativa de preços mais altos da energia global, e alertam que os níveis fora do sistema bancário formal podem ser ainda maiores.
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