Javier Milei: impopularidade recorde e situação econômica na Argentina - O Assunto #1714
Apesar da redução da pobreza na Argentina para o menor nível em sete anos sob a gestão de Javier Milei, o presidente enfrenta uma drástica queda de popularidade devido a escândalos, aumento do desemprego e cortes em serviços públicos, além da persistente desconfiança no sistema financeiro.
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06/05 às 01:30
Pontos principais
- A Argentina registrou a menor taxa de pobreza em sete anos, caindo de 38,1% em 2024 para 28,2% sob a gestão de Javier Milei, segundo o Indec.
- Apesar do avanço econômico, a popularidade de Milei despencou, com 64,5% de desaprovação, conforme a consultoria Zuban Córdoba.
- O desgaste político é alimentado por escândalos no gabinete, aumento do desemprego, fechamento de empresas e cortes na saúde e educação pública.
- A população prioriza a realidade do cotidiano e a inflação persistente, mesmo em queda anual, em detrimento dos índices oficiais de redução da pobreza.
- A desconfiança no sistema financeiro, herança do "corralito" de 2001, impede que US$ 170 bilhões guardados fora dos bancos retornem, apesar das tentativas de Milei com isenções fiscais.
- O PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025 e a inflação encerrou 2025 em 31,5%, a mais baixa desde 2017.
- Milei se mantém no poder pela desorganização da oposição, mas perde força com crises internas.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Javier Milei (presidente da Argentina)Ariel Palacios (correspondente da Globo e Globonews)Luiz Felipe SilvaSarah ResendeCarlos CatelanLuiz Gabriel FrancoJuliene MorettiStéphanie NascimentoVictor BoyadjianPaula Paiva PauloGabriel Gama
Organizações
IndecZuban CórdobaGloboGlobonewsg1AFP
Lugares
ArgentinaBuenos Aires

