Mercados reagem a conflito no Oriente Médio e indicadores, com Ibovespa em recuperação
Mercados brasileiros oscilam com tensões no Oriente Médio e indicadores dos EUA, impactando dólar e bolsa, que mostra recuperação após quedas.
Pontos principais
- O dólar comercial fechou em alta de 1,87% a R$ 5,261, mas abriu em queda de 0,24% a R$ 5,2514 no dia seguinte, refletindo um clima menos austero.
- O Ibovespa registrou queda de 3,28%, a maior desde dezembro, mas posteriormente subiu em recuperação, seguindo bolsas ocidentais.
- A escalada do conflito no Oriente Médio, com ataques entre EUA, Israel e Irã, impulsionou os preços do petróleo, embora o Brent tenha virado para o negativo.
- Mercados globais, incluindo Wall Street, Europa e Ásia, apresentaram quedas significativas, mas mostraram sinais de recuperação.
- O presidente Donald Trump anunciou medidas para proteger o comércio marítimo no Golfo e garantir o abastecimento mundial no Estreito de Ormuz.
- Relatos indicam que o Ministério da Inteligência do Irã entrou em contato indireto com a CIA para discutir o fim do conflito.
- A incerteza sobre a guerra pode afetar a decisão do Copom sobre o corte da Selic em março, apesar de indicadores domésticos favoráveis.
Os mercados financeiros brasileiros enfrentaram forte volatilidade, com o dólar comercial fechando em R$ 5,261, uma alta de 1,87%, e o Ibovespa registrando a maior queda desde dezembro, de 3,28%. Essa reação negativa foi atribuída à escalada do conflito no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, e à ameaça do Irã de fechar o Estreito de Ormuz. A instabilidade geopolítica gerou uma busca global por ativos mais seguros, pressionando moedas de países emergentes e derrubando bolsas ao redor do mundo. A suspensão da produção de gás natural liquefeito pelo Catar intensificou os temores de desabastecimento energético, impulsionando os preços do petróleo e do gás e elevando a preocupação com a inflação global e uma possível desaceleração econômica.
No entanto, o cenário mostrou sinais de recuperação. O dólar abriu em queda de 0,24% a R$ 5,2514, e o Ibovespa subiu, seguindo o movimento das bolsas ocidentais. O preço do petróleo Brent, após alta inicial, virou para o negativo, impactando ações do setor petroleiro na B3. Relatos indicam que o Ministério da Inteligência do Irã entrou em contato indireto com a CIA para discutir o fim do conflito, enquanto o presidente Donald Trump reiterou medidas para proteger o comércio marítimo no Golfo e garantir o abastecimento mundial no Estreito de Ormuz. Especialistas veem o movimento como um rebote, com a tensão da guerra ainda presente e impactando a economia global e as decisões de bancos centrais.
No cenário doméstico, o Banco Central autorizou flexibilização para recolhimentos compulsórios e o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso em investigação de fraudes financeiras. A deterioração do ambiente internacional pode levar o Banco Central a reconsiderar o ritmo de corte da Taxa Selic, apesar do crescimento do PIB brasileiro em 2025 e da criação de empregos formais em janeiro. A incerteza sobre a guerra pode afetar a decisão do Copom sobre o corte da Selic em março, apesar de indicadores domésticos favoráveis.
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