O dólar e a bolsa brasileira reagiram negativamente à escalada do conflito no Oriente Médio, com o dólar subindo para R$ 5,26 e o Ibovespa caindo 3,28%, refletindo a busca global por ativos mais seguros e a preocupação com a inflação.
Os mercados financeiros brasileiros sofreram um forte impacto nesta segunda-feira, com o dólar comercial fechando em R$ 5,261, uma alta de 1,87%, e o Ibovespa registrando a maior queda desde dezembro, de 3,28%. Essa reação negativa é atribuída diretamente à escalada do conflito no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, e à ameaça do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo. Quase todos os ativos brasileiros fecharam no vermelho, e os juros futuros (DIs) aceleraram, refletindo a aversão ao risco global.
A instabilidade geopolítica gerou uma busca global por ativos mais seguros, pressionando moedas de países emergentes e derrubando bolsas ao redor do mundo. A suspensão da produção de gás natural liquefeito pelo Catar intensificou os temores de desabastecimento energético, impulsionando os preços do petróleo e do gás e elevando a preocupação com a inflação global e uma possível desaceleração econômica. No cenário doméstico, a deterioração do ambiente internacional pode levar o Banco Central a reconsiderar o ritmo de corte da Taxa Selic, apesar do crescimento do PIB brasileiro em 2025 e da criação de empregos formais em janeiro.