O dólar e os juros futuros registraram alta, enquanto o Ibovespa fechou em baixa, refletindo a cautela dos investidores com as tensões no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo.
O mercado financeiro brasileiro e internacional foi impactado pelas tensões no Oriente Médio, resultando na alta do dólar e dos juros futuros, e na queda do Ibovespa. O dólar abriu em alta de 0,27%, cotado a R$ 5,0164, e fechou o dia anterior a R$ 5,003, com aumento de 0,59%. No pregão seguinte, o dólar comercial encerrou a R$ 4,998, com leve queda de 0,1%, impulsionado pela melhora no cenário internacional e expectativa de negociações entre EUA e Irã. Apesar da queda diária, o dólar acumulou alta de 0,32% na semana, mas registra queda de 8,92% no ano. O Banco Central não interveio no mercado de câmbio. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia anterior com baixa de 0,78%, atingindo 191.378,43 pontos, e fechou em queda de 0,33% no pregão seguinte, aos 190.745 pontos, atingindo o menor nível desde 14 de abril e acumulando a terceira queda consecutiva. Na semana, a Bolsa recuou 2,55%, mas mantém alta de 1,75% no mês e 18,38% no ano. Os juros futuros (DIs) registraram altas em toda a curva.
As tensões entre Estados Unidos e Irã são o principal foco dos mercados. Enquanto o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, viaja ao Paquistão para possíveis negociações de paz com os EUA, o presidente Donald Trump ordenou que a Marinha dos EUA "atire e destrua" embarcações iranianas no Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que estendeu um cessar-fogo para negociações. A Casa Branca prorrogou por 90 dias a isenção da Lei Jones, permitindo o transporte de petróleo e gás por embarcações não americanas devido à guerra com o Irã. Os preços do petróleo tiveram forte volatilidade, com o Brent fechando em queda de 0,22% e o WTI em queda de 1,5% no último pregão, mas ambos acumularam altas significativas na semana devido a preocupações com a oferta global e tensões no Oriente Médio.
Agência Brasil - EBC • 24 abr, 20:05
G1 - Economia • 24 abr, 09:00
InfoMoney • 24 abr, 07:58
29 abr, 10:04
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